Pequenos Milagres

July 19th, 2008 | Posted in teatro   Add Comment

Pequenos MilagresQuando assisti a peça Pequenos Milagres no pequeno (e confortável) Galpão Cine Horto, fiquei imaginando como seria em um teatro maior, com mais espaço para os atores e para o público.

Me surpreendi, na semana passada, querendo exatamente o contrário. Ao rever a peça (com @renatagatitos e @dricabh) no Francisco Nunes, que é infinitas vezes maior que o Cine Horto.

Senti falta exatamente daquilo que, sem perceber, mais me cativou no Grupo: a forca dos atores!

Em um teatro grande é difícil acompanhar a expressão facial do ator, que acrescenta muito ao texto, e isso tira um pouco da emoção transmitida, mas nada que elimine a beleza da peca.

A peça conta quatro histórias, que foram selecionadas na campanha Conte uma História, das mais de 600 enviadas pelos participantes. As 4 e outras 36 deram origem ao livro homónimo que estampa este post e pode ser adquirido na loja do Grupo Galpão.

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Receitas de Domingo

June 8th, 2008 | Posted in receitas   Add Comment

almoço de domingo

Houve um tempo em que todos os Domingos inventava, ou alterava, uma receita para o almoço. Era realmente divertido ficar acrescentando ingredientes que sequer sabia se combinavam e, enquanto o fogo aquecia tudo, sentir o aroma de cada um se espalhando pela casa a fora… mas depois, devido a situações alheias a minha vontade, esse prazer gastronômico foi desaparecendo e as aventuras pela cozinha deixadas de lado, os almoços se tornaram rotina na maioria dos finais de semana.

Como alguns prazeres (felizmente) conseguem voltar a tona despertos por pequenos pavios, após conhecer o site Receitaculo, as invenções de Domingo deram sinal de vida e na semana passada o almoço de Domingo voltou a ser divertido.

Apesar de ter sido um dia de trabalho (a contra-gosto) procurei uma receita rápida, escolhi uma de arroz com frango e açafrão mas sem o açafrão e com azeite balsâmico.

Difícil foi voltar à labuta! =D

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molotov frijolero

May 23rd, 2008 | Posted in sound   Add Comment

Yo ya estoy hasta la madre
de que me pongan sombrero
escucha entonces cuando digo
no me llames frijolero.

Y aunque exista algún respeto
y no metamos las narices
nunca inflamos la moneda
haciendo guerra a otros países.

Te pagamos con petróleo
e intereses nuestra deuda
mientras tanto no sabemos
quien se queda con la feria.

Aunque nos hagan la fama
de que somos vendedores
de la droga que sembramos
ustedes son consumidores.

Don’t call me gringo,
You fuckin beaner
stay on your side
of that goddamn river
don’t call me gringo,
You beaner.

No me digas beaner,
Mr. Puñetero
Te sacaré un susto
por racista y culero.
No me llames frijolero,
Pinche gringo puñetero.

Now I wish I had a dime
for every single time
I’ve gotten stared down
For being in the wrong side of town.

And a rich man I’d be
if I had that kind of chips
lately I wanna smack the mouths
of these racists.

Podrás imaginarte desde afuera,
ser un Mexicano cruzando la frontera,
pensando en tu familia mientras que pasas,
dejando todo lo que conoces atrás.

Si tuvieras tú que esquivar las balas
de unos cuantos gringos rancheros
Las seguirás diciendo good for nothing wetback?
si tuvieras tú que empezar de cero.

Now why don’t you look down
to where your feet is planted
That U.S. soil that makes you take shit for granted
If not for Santa Ana, just to let you know
That where your feet are planted would be Mexico
Correcto!

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não gosto, mas dêvo precisar

May 3rd, 2008 | Posted in lab   2 Comments

Existem certas coisas nesta vida que nunca me agradaram e eu, como bom teimoso, nunca tentei mudar de opinião. Em alguns casos isso é positivo mas repassando “a lista dos desagravos” percebo que alguns itens se repetem com tanta intensidade que parecem um farol pedindo atenção.

Não gosto de gente intrometida nem de mentiras.
Não gosto de perguntas sobre o filme  que estou assistindo nem de Domingos.
Não gosto de feriados em casa nem de cinema sem companhia.
Não gosto de preguiça nem de banhos frios.

Tudo assim, sem relação e fortemente correlacionadas, gerando paradoxos que eu pouco compreendo e nem faço  questão… mas a dose repetitiva dos fatos faz pensar…

Os Domingos nunca param, mas houve uma época em que eles eram bem vindos e  muito aguardados, principalmente se seguidos de feriados prolongados… mas esse tempo passou e os Domingos voltaram com sua carga de melancolia e desprezo.

Um dos meus desejos é ter um cinema e uma cafeteria com livros, mas nunca assistiria aos filmes antes do público, sempre detestei cinema sem amigos. Cinema é para compartilhar, ficar na fila  comentando e cheio de expectativas, sair  da sala comparando  cenas e hipóteses no roteiro,  sentar em qualquer mesa para dividir a pizza enquanto imagina-se a continuação  do filme. Cinema sem companhia é locadora sem pause, cadeira desconfortável e frio do ar condicionado… mas hoje em dia companhia pra cinema não é assim tão fácil.

Banho frio nem cachorro gosta. Corre, pula e se sacode até te molhar pra mostrar como é aquela água gelada com sabão escorrendo pelo pescoço. Os médicos tinham, por obrigação, que inventar algo para combater os (ditos) problemas que o banho quente causa. Vá lá que uma irritação na pele ou “qualquer coisa relacionada aos alvéolos” nem se compara ao prazer de um banho quente com o espelho embaçado, fumaça dançando pelo quarto ao abrir a porta e a sensação de flanar…

Flanar… qual será a graça de flanar sem um ser qualquer para lhe puxar por vielas novas? Sem o calor de um banho ou os comentários pós cinema? Flanar não combina com Domingos nem com telefones mudos, não combina com dias passados nem sorrisos perdidos…

Flanar é para hoje, mesmo que em movimentos mentais…

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